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chá de punho cerrado


O ódio a Sócrates por Daniel Oliveira. 

café, café, café


Porque é que abandonou o jornalismo?
Abandonei por opção. Lembro-me do momento. Estava numa inauguração de uma autoestrada no Alentejo, atrás do Jorge Coelho. Olhei à minha volta. "O que é que estou aqui a fazer? O que é que isto me interessa?". Decidi que não ia passar a minha vida a fazer aquilo. Preferia servir cafés. Pelo menos, não exigia nada intelectualmente de mim. (Ainda uso muitos neurónios para coisas que não têm importância nenhuma. Mas menos. É a vida). (...)

Daniel Oliveira responde às perguntas de Anabela Mota Ribeiro, aqui.

café com doce de tomate

"O nosso dedo médio estendido é como o dos outros, universal. Mas só os portugueses dão um toque de classe, erguem as falanges dos dedos indicador e anelar, enroladas com as falanginhas e as falangetas, fazendo duas rodas onde se apoia, com o cano de um canhão, o dedo médio".
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Só nós temos tomates, do grande FF.

café politik #2

"Liderança é, por vezes, definida como sabedoria e coragem combinadas com desinteresse próprio. A liderança assim exercida visa os superiores interesses nacionais que perduram de geração em geração. Fácil de dizer, difícil de assegurar, em particular quando as condições são de profunda crise: orçamental, financeira, económica, social e política. Sendo certo que contará sempre com a inteligência, coragem e determinação dos portugueses, cabe-lhe o fardo da liderança."

Excerto da carta de demissão do ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

café politik

"Julgamos os políticos como dantes se julgavam os feiticeiros. Aparece um a dizer que consegue fazer chover. Depois aparece outro que diz que isso é impossível de ser feito. Qual é que as pessoas escolhem?"

José Miguel Júdice, 'A propósito' na SIC Notícias

café lopes

"Esta semana Paulo Portas explicou-nos que o que correu bem no Governo foi por causa dele e o que correu mal teria corrido muito pior se não fosse ele. Isto foi-nos explicado durante a apresentação de um programa de governo que será, pelo exposto, radicalmente diferente daquele em que ele é ministro. Diz que é o plano pós-troika. Só faltou mesmo mandar um abraço lá para casa a António José Seguro".

Pedro Marques Lopes, aqui.

café riso

"Sartre diz que uma pessoa é mais livre se conseguir incorporar a dimensão de jogo no seu discurso. Uma pessoa que é literal define primeiro o mundo e, só depois, a si própria. Uma pessoa que joga torna-se mais livre, como uma criança que diz 'eu agora sou um morcego', está a redefinir o mundo. É ela que manda no mundo e não o mundo que manda nela. Uma pessoa séria, diz Sartre, é aquela para quem o mundo é o que é. O humorista olha para o mundo, sabe o que ele é, mas pensa 'e se ele fosse ao contrário, e se eu olhasse de outra maneira?'. Uma pessoa séria tem vontade de respeitar os limites do mundo."

Ricardo Araújo Pereira, entrevistado por Ana Margarida Carvalho na Visão, a propósito do prémio que recebeu da Associação Portuguesa de Escritores.

chá da literatura

"Uma das chaves do bem-estar é aprender a gostar do que se tem em vez de se estar sempre à espera de outra coisa. E é um facto que, nos próximos tempos, estarei entregue a gigantes. Mais Tchékhov, mais Colette. Tudo pesado, não é, afinal, chatice nenhuma".

Roubado ao perfil de Paula Moura Pinheiro. Dos novos livros de novos grandes autores que ainda ninguém sabe quem são. Da vida.

caféee

"É pois com alguma ousadia que celebramos mais doze meses com uma edição que escreve sobre heróis e fala de felicidade. Mas não é uma ousadia perante a realidade, é uma ousadia perante a monotonia das nossas gravidades. Portugal é o número 28 em 36 do 'ranking' da felicidade da OCDE. Somos dos mais insatisfeitos com a vida. Mas ou vamos todos beber cerveja para a Austrália (o país mais feliz) ou resgatamos alegria onde ela exista. O Governo não sabe de que terra é, mas muitos de nós não andamos perdidos. Nas empresas. Na vida. Não é pecado ousar. Não é expiação dançar esta noite no Porto, no Primavera Sound. E um país onde o novo livro de Herberto Hélder esgota num dia é um país que, na sua servidão, ainda sente o frémito quando lê 'mão tão feliz de ter tocado teu corpo atento ao me desejo'.

Manual para ser feliz, Pedro Santos Guerreiro. Do jornalismo e da felicidade, aqui.

café do pina

"Para ficar mais certinho, para não me mostrar em cuecas, para não mostrar a minha irregularidade".
O Pina.

café do António, o pai do Pedro

"No jornal 'Sol', se calhar, já temos: "Mãe de Paulo Portas avisa pai de Passos que há uma fronteira que não pode deixar passar". No 'Correio da Manhã': "Pai de Passos pede a pai de Lura que faça uma macumba no valor de 8 mil euros para proteger o filho". No ' Expresso': "Pai de Relvas manda todos pó c******!"

Chama o António, por João Quadros.

tanto chá

AMR - "(...)É sempre uma coisa mágica, no meio de milhões de pessoas, encontrar 'a pessoa'. Pela maneira como falam um do outro parece que perceberam imediatamente que era 'a pessoa'.
RZ - Eu percebi imediatamente. Ele levou dois ou três dias. Pensava, talvez, que eu fosse drogado.[riso]"

Alexandre Quintanilha e Richard Zimler com Anabela Mota Ribeiro. Para ler.

café politik

"Alguém terá dito que Passos Coelho faria de Santana Lopes, em seis meses, um estadista. Basta ler a entrevista para se perceber que Santana, que 'saiu de rastos', como o próprio diz, tem uma lucidez a anos-luz da que hoje temos. Quem criticou a má moeda deve estar actualmente em agonia". Ana Sá Lopes, i

chá de sempre mas diferente


Vozes no Deserto. Gosto de vozes, não de desertos. O amor ao MEC e o fenómeno da irritação "pelo MEC que vejo nos outros". Do "pastor do rock", eu que não sou pastora, mas sou do rock.

café com bolachas de chocolate

A Gula é o meu pecado favorito e que difícil é escolher pecados. Junk food, confort food, para além de conceitos que se aprendem no daytime americano com a Oprah ou o dr. Oz, são algumas das melhores criações do divino. Pensemos em pena de porte, cadeiras elétricas e injecções leitais, pense-se, na última refeição. O último prazer será sempre a comida, pelo menos para alguns.

É da última garfada que trata Henry Hargreaves.
Um portfólio rico da última ceia que para alguns não foi mais do que uma azeitona num palito.